[Por Rafael Matos]Investimentos da Petrobras e a ampliação do porto transformaram Santos em um paraíso dos arranha-céus. O município litorâneo, situado a 72 km de São Paulo, tem hoje cerca de 50 prédios com dez andares ou mais em construção. Outros tantos projetos ainda aguardam aprovação.
Aquário de Santos ao centroA maior parte dos novos prédios da cidade é residencial. Alguns custam até R$ 1 milhão. Além de atender parte dos 6.000 novos empregados que a Petrobras deverá ter na cidade nos próximos dez anos, por causa de investimentos no pré-sal, os prédios devem também ser ocupados por moradores da Baixada Santista que buscam mais conforto.
As torres de concreto começaram a ser construídos em Santos na década de 50 do século passado. A partir de 1998, com a aprovação de uma nova versão do Plano Diretor (projeto que define como a cidade deve ser organizada), eles cresceram ainda mais. Até este ano, a lei permitia levantar apenas prédios de até 13 andares na cidade.
A determinação foi tomada após várias construções da orla de Santos terem "entortado". O problema ocorreu porque a base de sustentação delas não era profunda o suficiente. Com a chegada de novas tecnologias que passaram a usar estacas mais profundas, a lei liberou a altura dos prédios.

A explosão do mercado imobiliário em Santos é comemorada por alguns, que afirmam que o crescimento foi provocado por uma soma de fatores: facilidade de se conseguir dinheiro para empréstimo, juros menores, aumento da renda da população e investimentos na cidade. Os prédios em construção geram empregos à região, tributos e renda.
Por outro lado, urbanistas veem com preocupação a explosão imobiliária, pois o crescimento não pode ignorar o meio ambiente. O grande desafio de Santos, agora, é alinhar o desenvolvimento econômico, com a questão ambiental e social.
Conheça este
lançamento em Santos.
Fonte: Portal R7